17 Mai
Posted by Diego Albuquerque as Xampp, Desenvolvimento, Ubuntu, Apache, Shell Script, symfony, Subversion

Este pequeno artigo é meio que um resumão de vários outros que já escrevi e tem a finalidade de mostrar como eu fiz e faço para configurar o meu ambiente de desenvolvimento no Ubuntu ” zerado”, que se resume a:
1 - Ativar a autocomplementação do Bash
2 - Instalar o Geany.
3 - Instalar e configurar os dominínios virtuais no Xampp
4 - Instalar o Symfony e configurar alguns parâmetros para otimizar o seu uso
5 - Configurar um atalho para acesso rápido aos projetos via linha de comando
6 - Instalar o Internet Explorer para poder testar os sites no mesmo
7 - Instalar os scripts de gerenciamento de repositório (subversion) no Nautilus
8 - Instalar a extensão FireBug no Firefox.
Então vamos lá…
[ 1 ] A primeira coisa a fazer é ativar a auto-complementação do bash, conforme mostrado no artigo [auto] Complete : facilitando as coisas na linha de comando , ou seja, descomentando as linhas do arquivo /etc/bash.bashrc que habilitam tal funcionalidade:
# enable bash completion in interactive shells
#if [ -f /etc/bash_completion ]; then
# . /etc/bash_completion
#fi
[ 2 ] Instalar o Geany. O que é Geany ? O Geany é um editor de código que tem suporte a PHP, dentre outras linguagens. Qual a vantagem em relação ao gEdit ? É que o bicho abre muiiiiiiiito mais rápido que o gEdit. Ele ainda da suporte a Syntax Highlight para HTML e PHP no mesmo código, coisa que o gEdit não faz e tem um esquema de blocos de códigos também, que vc pode expandir ou esconder. É bem legal. Uma coisa que falta nele é uma interface para plugins e também a questão de Snippets (códigos pré-prontos) que o gEdit tem. Bem, para instalar basta :
# aptitude install geany
[ 3 ] Instalar e configurar o Xampp, que vai me dar um webserver APACHE com suporte a PHP , um servidor de banco de dados mySQL, dentre outras coisitas. A instalação e tudo mais relativo a configuração de domínios virtuais para cada projeto, dentre outras coisas, está descrita no artigo Preparando o terreno para o desenvolvimento em php com o Xampp no Ubuntu.
Atenção! Observe que mesmo após a instalação do Xampp, os binários do php, mysql, etc, não está disponíveis no caminho padrão (PATH), ou seja, não poderemos executar um php ou mysqladmin de qualquer lugar. Teremos que fornecer o caminho completo. Para resolver este problema, vamos colocar o diretório /opt/lampp/bin (onde se encontram os executáveis) no nosso PATH.
Abra o arquivo /etc/bash.bashrc no seu editor favorito. Por quê este arquivo ? Porque alterando ele você altera o bash para qualquer usuário.
Coloque no final do arquivo : export PATH=$PATH:/opt/lampp/bin
Pronto! Agora sim! Vamos em frente.
[ 4 ] Instalar o Symfony e configurar a auto-complementação do mesmo no bash.
A instalação do Symfony, pode ser feita apenas com a descompactação do seu fonte. POderia ser feita também através do PEAR, mas pessoalmente, prefiro assim. Então a primeira coisa a fazer é efetuar o download do mesmo em um diretório qualquer.
# wget http://www.symfony-project.com/get/symfony-stable.tgz
Em seguida vamos descompactar o mesmo em um diretório que servirá de base para o symfony. No meu caso, escolhi o /opt.
# cd /opt
# tar xvzf <caminhoTarSymfony>/symfony-stable.tgz
Isto irá criar o diretório symfony-1.0.2 dentro do opt. (na data em que foi escrito este artigo, a versão estável é a 1.0.2).
Para facilitar futuras atualizações, tenho como hábito, criar links simbólicos mais genéricos para as minhas instalações. Como assim ? Simples, vamos criar um link simbólico de nome symfony, para se referir ao diretório symfony-1.0.2 criado. Em que isso facilita ? Facilita, no momento de testar uma nova versão. Basta fazer o download da nova versão, por exemplo, 2.0 (ainda chegaremos lá), e mudar o link symbólico. Se der qualquer erro, basta voltar o link simbólico. Perai! vamos deixar de bla bla bla e vamos pra prática.
# ln -s symfony-1.0.2 symfony
O próximo passo é dar permissão de execução ao script do symfony e colocar o mesmo no PATH padrão. Então façamos :
# chmod +x /opt/symfony/data/bin/symfony
Abra o arquivo /etc/bash.bashrc e coloque ao seu final
export PATH=$PATH:/opt/symfony/data/bin
Vamos colocar a auto-complementação do symfony para funcionar ? Faça como descrito no artigo : Aumente a Produtividade! Auto-complete com o symfony.
[ 5 ] Colocar um atalho para acesso rápido ao diretório de projetos através da linha de comando, baseado no artigo : Aumente a produtividade! Acessando uma pasta pelo Bash sem digitar todo o caminho!
Abra o arquivo /etc/bash.bashrc e insira no final :
export CDPATH=.:<DiretorioDeProjetos>
onde DiretorioDeProjetos seria o diretório para o qual você deseja um atalho.
Por exemplo, no meu caso coloquei como DiretorioDeProjetos: /home/diego/projetos , logo eu posso acessar qualquer pasta dentro deste diretório rapidamente através do cd, ou seja, imaginando que eu tenha a seguinte estrutura:
/home/diego/projetos/askeet
/home/diego/projetos/lojavirtual
Eu posso, de qualquer lugar, acessar o diretório askeet apenas digitando : cd askeet.
[ 6 ] Instalar o Internet Explorer no Ubuntu. Isso é facilmente feito através do ies4linux. Para instalar basta ler o artigo “Internet Explorer no Linux ?“.
[ 7 ] Instalar o RapidSVN para controlar as versões dos meus projetos ou os scripts do Nautilus.
Para instalar o RapidSVN, basta um apt-get ou aptitude.
# aptitude install rapidsvn
Um outro modo de usar o controle de versão é através de scripts. O Nautilus oferece um suporte a scripts de usuário muito bom que permite que adicionemos várias funcionalidades ao mesmo. Para saber mais um pouco acesse o artigo : Redimensionanando Fotos Diretamente no Nautilus.
O Ubuntu já tem, em seu repositório, um pacote que adiciona ao Nautilus muitos dos comandos do Subversion, permitindo que você os utilize simplesmente clicando com o botão direito sobre uma pasta ou arquivo que você quer controlar. Para instalar esta funcionalidade faça:
# aptitude install nautilus-script-collection-svn
Agora como usuário normal e não como root, faça:
# nautilus-script-manager enabled Subversion
Pronto! Agora ao clicar com o botão direito sobre uma pasta ou um arquivo você terá acesso ao menu SCRIPTS -> SUBVERSION que permitirá você fazer operações de add, commit, update, etc etc etc.
[ 8 ] Instalar a extensão FireBUG no firefox.
Para isso basta acessar o link : http://www.getfirebug.com/
Para quem não conhece o firebug vale a pena conhecer. Ele facilita muito o desenvolvimento de sites.
FIMMMMM! Ufa! Apesar do texto ser grandinho, já que gosto de detalhar bastante, a sua execução é muito rápida. Em uns 10 minutos, dependendo da sua conexão, você pode ter uma máquina completamente configurada.
Espero que tenham gostado.
Abraços,
Diego

5 Responses
Lucas Vasconcelos
Maio 31st, 2007 at 12:44 am
1Diego,
Conheci o seu blog através do post sobre subversion (Ainda vou comentar sobre ele).
Minha dúvida é: O que o rapidsvn tem de diferente em relação ao pacote subversion ?
[]’s
diego
Maio 31st, 2007 at 8:28 am
2E ai Lucas, beleza cara ? Valeu pelo comentário.
Bem, o RapidSVN é uma interface gráfica para o subversion, entende ? OU seja, o pacote subversion é , digamos, o subversion em si, já o rapidSVN é uma interface gráfica para que vc não precise ficar digitando os comandos do svn na linha de comando.
Abraços
Sérgio Berlotto
Agosto 27th, 2007 at 11:24 pm
3Diego, eu estou programando em symfony para o firefox.
O symfony tem algum detalhe importante para funcionar no firefox ?
Tipo, os javascripts parecem nao funcionar, como por exemplo o selecionador de data…
Obrigado !E parabéns pelo post.. muito bom !
diego
Setembro 17th, 2007 at 10:29 am
4Sérgio, desculpa a demora cara, estou numa correria só por aqui.
Bem, quanto ao symfony, infelizmente não poderei te responder pois quando escrevi este post estava começando a trabalhar com ele, e acabei parando por ai mesmo. O motivo é que a curva de aprendizado dele é bem longa e meu tempo estava muito curto, acabei partindo para um outro framework, que estou utilizando agora, chamado Code Igniter (www.codeigniter.com).
O CI, é bem legal, tem uma comunidade muito boa, é muito fácil de começar a trabalhar com ele, e tem uma documentação bem legal. Claro, ele ainda não tem todos os recursos do Symfony, mas já ajuda legal. Ainda mais para projetos pequenos. Ah, esqueci de dizer que ele tb é um bala de rápido, já que não incha demais as coisas.
Abraços
Diego
battisti
Junho 30th, 2008 at 4:25 pm
5Saudações
Bom respondendo a dúvida do Sérgio Berlotto. Não tem diferença nenhum o symfony é para o php então tanto faz o navegador que você esteja usando.
Bom mas todos caso deixo aqui meu agradecimento ao diego pela dica de como instalar o symfony manualmente.
O povo que usa acha que todo mundo tem o PEAR instalado mas isso não é verdade em muitos servidores.
[]’s Anselmo Battisti
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